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Comprar e negociar
6 de junho de 2018.

Como a taxa de juros influencia na compra de um imóvel

Saiba por que é importante ficar de olho nesse índice na hora de adquirir o seu apartamento

Se você está procurando um apartamento para comprar e a sua compra não será à vista, certamente você deve ter se deparado em todas as propostas com um elemento chamado taxa de juros. De forma bem simplificada, ela é o valor que o banco cobra para financiar o imóvel para você.

É justamente por isso que é de suma importância que você entenda como esse mecanismo funciona, pois ele impactará diretamente no preço final do imóvel. Além disso, é importante lembrar que esse não é o único item a ser observado em um financiamento. Vamos aprender um pouco mais sobre o assunto?

Por que pagamos juros?

Os financiamentos imobiliários nada mais são do que empréstimos financeiros. Se você não tem todo o dinheiro disponível para comprar um imóvel à vista, o agente bancário adianta a quantia que falta, mas cobra um valor mensal por isso até que o pagamento de todas as parcelas seja concluído. Esse valor é o juro.

Ao simular o financiamento de um imóvel de 500 mil reais (com entrada de 100 mil reais, juros de 8% ao ano, prazo 360 meses), por exemplo, temos que o custo final do imóvel será de R$ 964.536,97. Ou seja, além dos R$ 500 mil, você terá pago mais R$ 464.536,97 em juros ao longo de 30 anos.

Por isso, em teoria, quanto menor for a taxa de juros, menor é o “custo” sobre o aluguel do dinheiro que você está tomando antecipadamente. Nesse caso, o benefício é poder usufruir do bem antes mesmo de concluir o seu pagamento.

Taxa de Juros: Como são calculadas e por que você deve pesquisar bastante

Em geral, as instituições que financiam imóveis adotam a regra do percentual + TR para indicar o valor dos seus juros. A TR é uma sigla para Taxa Referencial e ela funciona como um fator de correção sobre os empréstimos.

Os bancos são livres para estabelecer qual o percentual de juros cobrar na hora de fazer um empréstimo. As instituições financeiras fazem uma análise de risco, que leva em consideração uma série de fatores, antes de emprestar o dinheiro.

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Os fatores mais comuns são o valor do financiamento, o número de parcelas a serem pagas e a capacidade do tomador do empréstimo de quitar essa dívida dentro do prazo estabelecido – o que inclui itens como idade, renda mensal, garantias, avalistas, entre outros aspectos.

É por essa razão que antes de contratar um financiamento você deve pesquisar bastante. A melhor recomendação é fazer simulações em mais de um banco. Cada instituição financeira pode oferecer mais ou menos vantagens, e isso não se resume unicamente a uma taxa de juros mais baixa.

Olhando além da taxa de juros

Além da taxa de juros propriamente dita, é preciso observar o CET, Custo Efetivo Total, que é a soma de todas as taxas cobradas no financiamento. Elas incluem, além da taxa de juros que citamos, o custo de operação, seguros e outros serviços incluídos no financiamento. Por exemplo, algumas instituições podem oferecer taxas de juros melhores do que outras mas, somando-se todos os outros itens, o CET fica mais alto e, consequentemente, o valor a ser pago por mês será maior.

Por outro lado, algumas instituições podem oferecer condições melhores caso você seja correntista ou contrate um título de capitalização, ou ainda se você migrar a sua conta-salário para a instituição. Ou seja, há muitos fatores a serem analisados e cada banco possui regras próprias nesse sentido. É por essa razão que você deve procurar várias instituições para descobrir o que elas têm a oferecer.

Ir ao mercado em momentos em que a taxa de juros está baixa ou em queda é a melhor opção. Atualmente, a Taxa Selic está em 6,5% – o menor nível da história – depois de ter passado por um longo ciclo de cortes. Para se ter uma ideia, em 2016 essa taxa era de 14,25% e no final dos anos 90 ela chegou a ser de até 45%.

Portanto, essa é uma boa notícia para quem se planejou para comprar um imóvel: o melhor momento de buscar um financiamento é agora, pois as taxas nunca estiveram tão baixas. Especialistas afirmam que ela deve fechar o ano em 6,25%, mas a projeção pode mudar.

Note, no entanto, que os 6,5% da Selic é uma referência para a economia e os bancos trabalham sempre acima dela para seus empréstimos. Ao visitar os bancos, você perceberá que essas taxas variam bastante, podendo chegar a mais de 15%, dependendo de condições muito específicas.

Isso quer dizer que em momentos de alta de juros é melhor não comprar?

Não necessariamente. O mercado sempre tenta ajustar os preços de forma a encontrar um equilíbrio. Se há uma tendência de alta nos juros, o que não é o caso agora, os financiamentos podem sim ficar mais caros, mas, em contrapartida, os preços dos imóveis tendem a cair, equilibrando a balança.

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Isso porque as próprias construtoras percebem o eventual momento ruim do mercado e trabalham para se adequar à nova realidade. Essa percepção é a mesma dos bancos, de forma que em momentos como esse eles sempre se mostram bastante abertos à negociação.

Como regra geral, o que podemos aprender com isso é a importância de pesquisar em mais de uma instituição financeira, negociar com aquelas que oferecerem as melhores condições e aproveitar os momentos bons do mercado para a compra de imóveis – como é o caso agora.

E aí, gostou do nosso artigo sobre taxa de juros? Aproveite o bom momento e escolha entre seu apartamento comum ou apartamento studio para realizar o seu sonho.

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