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Tendências
30 de Novembro de 2020.

O que esperar do mercado imobiliário em 2021

O ano de 2020 está chegando ao fim com o mundo passando por um momento que poucas pessoas poderiam imaginar: uma pandemia que afetou economia, emprego, saúde e a rotina das pessoas. Muita coisa mudou, inclusive a relação e a importância do imóvel na vida de todos. Com as pessoas passando mais tempo em casa, itens como varanda, escritório e estrutura do condomínio ganharam ainda mais importância nos apartamento SP, assim como na maioria das grandes cidades..

Mas o que podemos esperar do mercado imobiliário no próximo ano? Ainda será um bom momento para comprar o imóvel? Qual a tendência de tipos de apartamentos em São Paulo?

Segundo relatório da consultoria KPMG sobre os Impactos da Covid-19 no Mercado Imobiliário Brasileiro, o setor deve rever a tendência de apartamentos cada vez menores, condomínios de alto e médio padrão tendem a incorporar espaços de coworking nas áreas comuns ou adicionar espaços para home office nas unidades, além de oferecer ambientes mais aconchegantes, disponibilizando locais para “descompressão”, por exemplo.

E quem está pensando em comprar apartamento à venda sp para morar ou investir, o relatório traz informações positivas, como o fato de a redução da taxa básica de juros continuar contribuindo para que Investidores ainda enxerguem oportunidades de bons retornos no ativo residencial. Além disso, os incentivos de entidades financiadoras também devem impulsionar a recuperação do setor, oferecendo mais segurança a quem pretende comprar imóvel para moradia.

 

Os imóveis na contramão da crise

 

De acordo com dirigentes do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), diversos fatores têm colaborado para o bom desempenho do setor imobiliário, como as baixas taxas de juros e os preços acessíveis dos imóveis, aspectos que encorajam as famílias a adquirirem a casa própria. “A economia começa a apresentar sinais de retomada e a atividade imobiliária teve papel fundamental neste movimento de recuperação. Com exceção dos momentos mais agudos da pandemia, o setor imobiliário manteve números positivos, a exemplo do agronegócio”, ressalta o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet.

E na contramão da crise que afetou diversos segmentos, os números do mercado imobiliário são animadores. A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo sindicato, apurou em outubro deste ano a comercialização de 5.552 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, 7,9% superior ao do mês anterior, quando foram comercializadas 5.147 unidades. Se compararmos os números com outubro do ano passado (4.023 unidades), o crescimento foi de 38%. No acumulado de 12 meses (novembro de 2019 a outubro de 2020), as 51.244 unidades comercializadas representaram um aumento de 13,1% em relação ao período anterior (novembro de 2018 a outubro 2019), quando foram negociadas 45.314 unidades.

Os dados da Associação Brasileira de Incorporadores Imobiliários (Abrainc) também são positivos. No primeiro trimestre de 2020 (início da pandemia), a venda de apartamentos novos registrou alta de 26,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e, no segundo trimestre, o crescimento foi de 10,5%, comparado com o do ano anterior.

Para o presidente do Sistema Cofeci Creci, João Teodoro, com as inversões financeiras em baixa e sem perspectivas de crescimento, quem tem recursos aplicados sente-se atraído pelo mercado imobiliário. “Afinal, este tipo de investimento, além de segurança institucional, oferece solidez patrimonial. A expectativa é a de que o rendimento em aluguéis, que pode chegar a 6% ao ano, além da valorização imobiliária, compense as perdas com o mercado financeiro. Mesmo que a taxa Selic surpreenda e cresça mais do que o previsto, a venda de imóveis deve continuar em alta”, afirma o executivo.

Teodoro explica que em 2014 a taxa Selic estava em 14,5% ao ano e quem comprou naquela época um imóvel financiado em 18 anos, no valor de R$ 500 mil, assumiu uma prestação mensal em torno de R$ 6 mil. “O mesmo imóvel, atualmente, teria uma parcela mensal de financiamento de cerca de R$ 3,5 mil. Por isso, hoje em dia, vale muito a pena comprar imóvel financiado no Brasil. Os juros médios do financiamento habitacional estão em 6% ao ano, e assim devem continuar. Sem dúvida, trata-se da linha de crédito mais barata atualmente no país”, acrescenta.

Na mesma linha, o professor da IBE Conveniada FGV, Cleber Zanetti, explica que cada vez mais os brasileiros vêm buscando maneiras de poupar dinheiro ou investir. “Existe sempre uma expectativa quanto ao mercado imobiliário, afinal, para muitos, é muito seguro”, aponta.

“Mesmo em um período de pandemia existem boas oportunidades de aquisição”, explica o professor, ressaltando ainda que prova disso é o aquecimento da construção de imóveis. O bom momento do mercado imobiliário, as taxas de juros baixas e os preços atrativos podem ser bons parâmetros de que comprar um apartamento na planta ou pronto em 2021 continuará sendo uma ótima opção para moradia ou investimento.