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Comprar e negociar
10 de Abril de 2020.

Como a taxa de juros em queda afeta o seu futuro imóvel

Depois de uma série de cortes nos juros, a taxa Selic atingiu, em março, seu menor nível histórico, 3,75% ao ano. E juros em baixa sempre foram um importante fator de estímulo ao mercado imobiliário, já que uma parcela significativa dos apartamentos à venda é adquirida por meio de financiamento. Mas qual é exatamente o impacto dessas reduções na vida do consumidor e quais as perspectivas dos juros a partir de agora?

Explicando de maneira bem simples, sempre que o Banco Central diminui a taxa básica de juros, a tendência é de que haja também uma queda das taxas na ponta do comprador de imóveis – assim como em diversas outras linhas de crédito.

Nesse sentido, o economista e especialista em mercado imobiliário José Pereira Gonçalves destaca que o atual ciclo de queda da Selic de juros foi acompanhado por uma queda nos juros do crédito imobiliário, que também se encontram, hoje, nos menores patamares da história.

Ele avalia, no entanto, que há, agora, pouco espaço para novas reduções. “Tanto os bancos públicos como os privados já reduziram bastante as taxas dos financiamentos imobiliários. Pelos níveis oferecidos, parece que a margem para novas reduções é muito pequena”, explica.

“Tanto os bancos públicos como os privados já reduziram bastante as taxas dos financiamentos imobiliários. Pelos níveis oferecidos, parece que a margem para novas reduções é muito pequena”

Alternativas de correção do financiamento

Uma das principais características dos financiamentos imobiliários é o prazo longo de pagamento, geralmente superior a qualquer outra modalidade de crédito. Afinal, como os valores dos imóveis costumam ser representativos, a ideia é justamente dividi-lo no maior tempo possível, de modo a caber no bolso do comprador.

Até recentemente, a totalidade dos financiamentos de apartamentos em SP e no Brasil, como um todo, tinha a correção vinculada à Taxa Referencial (TR), o indexador utilizado na remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da Poupança - as principais fontes de recursos para os financiamentos concedidos pelas instituições.

Mas com a redução da taxa de juros, foi possível aos bancos oferecer alternativas de correção, como, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice de acompanhamento de inflação do País. Algumas instituições também passaram a oferecer modalidades de crédito em que o valor das prestações não é corrigido ao longo do tempo. São os juros prefixados.

De acordo com Gonçalves, uma das principais diferenças entre as várias modalidades de reajuste é o comportamento da prestação ao longo do prazo do financiamento de apartamento studio, por exemplo. No caso do IPCA, as prestações tendem a ser baixas neste período em que a inflação está sob controle (em torno de 4%, para um período de 12 meses); entretanto, se os preços, em algum momento ao longo do financiamento, apresentarem um “repique”, a tendência é de as parcelas pesarem mais.

“Outro aspecto que varia é a taxa de juros oferecida pelo banco, que tem peso importante na definição do valor da prestação e, portanto, é determinante no momento da contratação do financiamento. Dependendo da taxa, será necessário comprovar maior ou menor renda e, assim, obter maior ou menor financiamento”, explica.

O especialista alerta que o financiamento imobiliário é uma modalidade de crédito em que cada concessão possui características específicas – como o valor da entrada, a renda do comprador e até seu patrimônio (se possui ou não outros imóveis). Por isso, o consumidor deve avaliar as próprias condições de pagamento e a proposta de financiamento, em si. “Se o banco oferecer mais de uma modalidade, faça uma simulação de cada uma delas para avaliar e tomar a melhor decisão”.