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Dicas para decorar
17 de Junho de 2021.

Como mobiliar um apartamento para locação

Qual a melhor forma de se decorar um apartamento SP que será colocado para locação? Muita gente acaba se deparando com essa pergunta após receber um imóvel adquirido para investimento. Afinal, é preciso mobiliar a unidade? Quais as melhores tonalidades de cores para a pintura?

Embora haja algumas orientações mais gerais, válidas para a grande maioria dos casos, o tamanho do imóvel pode fazer a diferença na hora de responder a essa questão. Primeiro as regras mais universais: a principal delas é apostar na neutralidade. Isso vale tanto para as cores predominantes (na pintura e nos objetos decorativos, que deve fugir dos tons mais berrantes e apostar nos sóbrios, como o palha e o creme) quanto para eventuais objetos de decoração colocados no ambiente — evitando, por exemplo, quadros de bandas ou artistas ou peças excessivamente associadas a uma determinada temática, como a praia ou o campo. Neutralidade, nesse caso, significa, em última análise, liquidez ou “alugabilidade”, medida em que minimiza o risco de um determinado público não gostar do padrão.

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Em relação a louças, metais sanitários e móveis, uma dica simples: em vez de optar pelos mais baratos ou, na mão contrária, pelos mais caros, prefira aqueles mais padronizados e fáceis de encontrar — caso haja necessidade de nova compra decorrente de uma eventual quebra ou desgaste. A regra, aqui, é praticidade, como explica o sócio da MP2 administração de imóveis, Gabriel Kruglensky. 

Isto posto, é importante ter em mente que diferentes tamanhos de apartamentos exigem diferentes abordagens em relação ao mobiliário e à decoração. Em uma primeira categoria, estão as unidades menores, como os apartamentos studio, em torno de 30 metros quadrados. Em seguida, vêm os intermediários, na faixa de 60 a 80 metros quadrados, e, por fim, os maiores, acima desse tamanho.

No caso dos mais compactos, uma prática comum é locar a unidade já mobiliada, como explica Kruglensky. A sugestão básica, nesse caso, é oferecer o imóvel equipado com itens como cama, TV, fogão cooktop, forno, geladeira e até talheres. Para a varanda (bastante presente nas unidades studio mais modernas), vale adotar uma decoração neutra. São bem-vindos também um banquinho com mesinha e, eventualmente, um quadro, tudo em estilo neutro. “O público desse tipo de imóvel, em geral, prefere unidades já mobiliadas”, explica o especialista.

Ainda em relação ao mobiliário e à decoração, móveis, estofados e até mesmo talheres devem ser adquiridos, preferencialmente, em modelos neutros, sem muitos detalhes, e em grandes redes de supermercados ou sites conhecidos — pensando, mais uma vez, na praticidade e na padronização.

Tudo colocado na ponta do lápis, os custos de mobiliar um apartamento studio resultam, em geral, em um pequeno acréscimo de valor na comparação com uma unidade “vazia”. O principal ganho, segundo Kruglensky, está justamente na liquidez. “Apartamento pequeno mobiliado dificilmente fica vazio, o que se reverte em menor custo com tempo de unidade desocupada”.

Em relação aos padrões neutros, ele observa que, caso haja interesse em “quebrar essa regra”, locando a unidade para um perfil específico de inquilinos — executivos que utilizam a unidade apenas para dormir ou representantes do público LGBTQI, por exemplo. Nesse caso, o mais indicado é se informar junto a imobiliárias da região do imóvel a respeito das preferências desse público alvo em termos de decoração.

Para os apartamentos de cerca de 60 a 80 metros, o normal é o proprietário entregar a unidade apenas com um fogão (se possível, cooktop) e uma geladeira. Já para as unidades maiores, a prática é a locação sem qualquer tipo de móvel ou eletrodoméstico. Nesse caso, voltamos à regra geral.

Por fim, Kruglesnky destaca uma máxima quando se fala de imóveis para investimento. “Não deixe no apartamento nenhum objeto ao qual se apegue demais”. Afinal, por mais que o inquilino seja cuidadoso, sempre há o risco de algum dano ao objeto.

Observados todos esses cuidados, a locação pode ser uma ótima opção de diversificação de investimentos e uma garantia contra as naturais oscilações da economia brasileira.

 

 

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