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Dicas para decorar
20 de Maio de 2020.

Praticidade e home office dão o tom nas tendências de arquitetura e decoração

A popularização do trabalho em home office – consequência pandemia da Covid-19 e do isolamento social imposto pela doença – e de conceitos ligados ao minimalismo e à praticidade deverão dar o tom nas tendências de decoração na segunda metade de 2020 e nos próximos anos.

A ideia de que os apartamentos SP (mesmo os menores) devem servir, ao mesmo tempo, como espaço de descanso, de trabalho remoto e até de atividade física pode e deve estar no radar de quem está reformando um imóvel usado ou equipando um novo, recém-adquirido, conforme observa o arquiteto e designer Eduardo Batistelli, do escritório Batistelli Arquitetura e Design.

Nesse contexto, ganham destaque os móveis mais versáteis, que unem beleza, estilo e ergonomia. Cadeiras e mesas leves e estilosas, capazes de, ao mesmo tempo, oferecer um jantar sem fazer feio, realizar uma call ou mesmo participar algumas aulas via EAD (Educação à Distância) já estão em alta.

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Tendência: a mesma cadeira serve para a mesa de jantar...

 

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...e para a realização de reuniões virtuais

 

A ideia do lar como ambiente de trabalho tem consequências, também, na questão do planejamento da distribuição dos espaços no imóvel. “A quarentena nos obrigou a mudar hábitos. O planejamento em relação à existência de espaços específicos para trabalho ou estudo, à qualidade do sinal de internet e à ergonomia dos móveis (que, se possível, não devem ser pesados, permitindo uma maior mobilidade) passou a ganhar uma maior importância”, avalia Batistelli.

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Móveis leves (de fácil deslocamento) e confortáveis também ganham destaque

 

Para aqueles que buscam um investimento maior no home office, as cadeiras de escritório com ergonomia perfeita e ajustes de altura, as escrivaninhas e as bancadas bem projetadas, tornarão o trabalho ou o estudo mais produtivos, seja num apartamento no Centro de SP, numa casa no campo ou em qualquer outro lugar.

 

Também como consequência da pandemia e do novo cenário econômico, ganha importância uma preocupação com a racionalidade dos gastos. Do ponto de vista da arquitetura e da decoração, essa nova realidade se traduz em móveis mais duráveis e de cores neutras e tons pastéis e coringas, que tendem a ser menos reféns das novas tendências de estilo e de eventuais mudanças de endereço — situação em que, muitas vezes, a mobília não combina com as cores e o estilo do novo lar.

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Cores claras e coringas ajudam a racionalizar o orçamento

 

Nos espaços destinados ao lazer e ao relaxamento, ganham destaque os sofás ultraconfortáveis para assistir à TV ou ler um livro e os móveis leves e versáteis, que podem ser movimentados com facilidade, abrindo espaço, por exemplo, para uma sessão de exercícios, na falta de uma academia.

Foto5-sofas-ultraconfortaveisSofás ultraconfortáveis também estão em alta

 

Tratando especificamente dos imóveis menores, como um apartamento studio, Batistelli destaca que a escolha de revestimentos duráveis e de fácil limpeza para pisos e paredes (como porcelanatos e azulejos) continuará em alta. “Tetos e paredes de cores claras, que reduzem a necessidade de iluminação durante o dia e luminárias e lâmpadas eficientes e bem distribuídas, reduzindo o gasto de energia também ganham importância”, explica.

Ele destaca, por fim, que nos apartamentos em São Paulo de faces Norte ou Oeste, mais quentes, havendo a infraestrutura necessária, um bom equipamento de ar condicionado é fundamental.