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Comprar e negociar
29 de Junho de 2021.

Por que os imóveis residenciais no Brasil estão tão atrativos para o capital estrangeiro

Os estrangeiros estão de olho no Brasil. Mais especificamente, no mercado imobiliário residencial. Não é de hoje que instituições de peso, como o GIC, fundo soberano de Cingapura e o CPPIB (Canada Pension Plan Investment Board), fundo de pensão canadense, possuem posições em empreendimentos como lajes corporativas e shoppings. Um fenômeno relativamente recente está no fato de que esses players estão, cada vez mais, de olho na locação de imóveis residenciais.

O grupo holandês Bric Group, especializado em investimentos no setor, publicou, em maio deste ano, um relatório intitulado 6 Reasons to invest in Brazil real estate in 2021 (6 Razões para investir no mercado imobiliário brasileiro em 2021). Entre esses motivos, estão o real ainda depreciado em relação às moedas internacionais, as perspectivas de retomada do setor e uma busca, pelos brasileiros, por imóveis de melhor qualidade. O relatório lembra que, de 2014 a 2020, o preço do metro quadrado no País em dólar caiu, em média, 45%. Por conta desses fatores, enquanto o metro quadrado mais caro do mundo, o de Hong Kong, custa cerca de US$ 32 mil, em São Paulo, esse valor é de aproximadamente US$ 2.084 — dados de maio deste ano.

Ou seja, para o investidor que olha de fora, o mercado brasileiro pode ser um bom negócio, em um cenário que pode melhorar no segundo semestre com o avanço da vacinação e uma provável reaceleração da economia — as perspectivas, segundo o relatório Focus, do Banco Central, são de um avanço de um avanço de 5% do PIB. Mais investimento por parte dos estrangeiros significa melhores perspectivas de preços para brasileiros que adquirem imóveis como investimento para locação, por exemplo.

 

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Não há, a rigor, um levantamento que quantifique o tamanho desse interesse dos estrangeiros no mercado nacional. Mas operações realizadas recentemente deixam claro que esse movimento pode, sim, estar acontecendo, geralmente tendo investidores de fora em parceria com players nacionais (ou com conhecimento do mercado nacional), que ficam responsáveis pela gestão e locação das unidades. O já mencionado CPPIB, por exemplo, deve investir, em parceria com a imobiliária americana Greystar e com um parceiro local, cerca de R$ 1 bilhão para o lançamento de 10 empreendimentos residenciais para locação nos próximos três anos em São Paulo. A Greystar, novata no mercado brasileiro, ficará responsável pela administração dos empreendimentos.

Já a Paladin Realty, gestora de REITs (fundos imobiliários) com sede em Los Angeles, Estados Unidos, lançou, em parceria com um player brasileiro, um modelo misto de imóveis residenciais para locação, com apartamentos studio e outros para moradia temporária — estudantes e executivos, por exemplo, que utilizam um imóvel apenas dois ou três dias por semana.

Outro grupo estrangeiro e de olho no Brasil é a Hines, empresa especializada em gestão e desenvolvimento imobiliário com mais de US$ 161 bilhões em ativos sob gestão (AUM) e atuação em 27 países, Brasil incluído. O grupo atua com propriedades comerciais (galpões logísticos e lajes corporativas), mas também imóveis residenciais.

O movimento, pontuado por algumas operações de destaque, pode ganhar mais força a partir deste segundo semestre, com uma retomada do crescimento, beneficiando, além dos próprios estrangeiros, o investidor local, que adquire unidades pensando na locação ou na valorização para posterior revenda. Os preços em moeda estrangeira, ainda estão atrativos. 

Em um artigo publicado no final do ano passado na revista Exame, o presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, destacou que o retorno sobre o capital aplicado na aquisição de imóveis tem atraído investidores estrangeiros. “As perspectivas de crescimento e recuperação do PIB tornam a compra de imóveis no Brasil uma excelente oportunidade para o investidor estrangeiro”.

As condições econômicas, portanto, são favoráveis. Para o investidor, pode ser o momento de aproveitar esse novo ciclo.

 

 

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