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Comprar e negociar
16 de Julho de 2020.

Por que momentos de crise criam boas oportunidades para comprar imóvel

Conquistar o imóvel próprio é certamente um desejo de grande parte das famílias brasileiras. E concretizar esse sonho exige uma boa dose de tempo, isso porque, demanda, entre outros aspectos, muito planejamento, pesquisa e análise do orçamento familiar.

Mas, como estamos passando por uma crise causada pela pandemia do novo coronavírus muita coisa mudou e, mesmo em um cenário que pode parecer pouco favorável, existem ótimas oportunidades para quem está pensando em comprar um imóvel, tanto para investir quanto para morar. Confira abaixo alguns motivos que indicam que é um bom momento para comprar imóveis:

  • Ativos imobiliários são ótima opção em momentos de crise
  • Aplicações financeiras estão rendendo pouco
  • Financiamento imobiliário está com juros baixos
  • O conceito de home office ganhou destaque
  • O processo de compra de imóvel pode concluído de forma 100% digital

Imóvel é a bola da vez

Levantamento elaborado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostra que, num cenário de juros baixos, o investimento em ativos imobiliários passa a ser uma opção cada vez mais interessante e que, nos últimos 10 anos, o investimento em imóveis se tornou mais vantajoso do que outras aplicações financeiras. Segundo o estudo, o rendimento médio anual (de 2009 a 2019) de um investimento em imóvel em São Paulo foi de 16,9%, frente 9,8% em CBD (considerando 90% do CDI) e 6,5% na poupança.

Segundo o estudo, o rendimento médio anual (de 2009 a 2019) de um investimento em imóvel em São Paulo foi de 16,9%, frente 9,8% em CBD (considerando 90% do CDI) e 6,5% na poupança.

Na opinião do economista e especialista em mercado imobiliário, José Pereira Gonçalves, hoje vivemos outra realidade, com as taxas das aplicações financeiras muito baixas devido à Selic a 2,25% ao ano. “Quem tem algum dinheiro para investir deixa o recurso nas aplicações de renda fixa, com rentabilidade muito baixa, ou se aventura no mercado de ações – que envolve um pouco mais de entendimento e disponibilidade de tomar risco –, ou investe em ativos reais, como o imóvel”, aponta.

Para Gonçalves, o imóvel mantém certa valorização e dificilmente se desvaloriza. Além disso, com a aquisição a família deixa de pagar aluguel, que consome grande parte do orçamento familiar.

Há outras vantagens na compra de apartamentos à venda, seja para investir ou parta morar, pois se trata de um bem que sofre menos impacto em momentos de crises financeiras sendo possível, ainda, gerar uma fonte de renda com a locação, que possui uma boa rentabilidade em longo prazo. O estudo da Abrainc indica, por exemplo, que somente os ganhos com aluguel já superaram os rendimentos de aplicações em renda fixa.

 

Mais crédito e juros mais baixos para a compra do imóvel

Os números são atrativos. Já é possível adquirir um financiamento para comprar apartamentos em SP a uma taxa entre 6% e 7% ao ano. Sem dúvida é um momento favorável para quem está pensando em sair do aluguel e encarar a compra da casa própria, trocando o valor da locação pela prestação do financiamento.

Isso porque, as taxas juros para comprar imóvel atualmente estão muito reduzidas e as pessoas estão demandando crédito para comprar a casa própria.

Pode-se verificar esta realidade com o aumento do volume de crédito concedido pelos bancos nesse período. Com taxas menores, o volume de pessoas em condição de tomar empréstimo para comprar a casa própria só aumenta, trazendo uma gama de clientes que antes não teriam acesso ao financiamento imobiliário. “Quando as taxas estavam de 10% a 12% ao ano, o potencial de famílias que conseguiam se encaixar nessa faixa era muito pequeno. Agora, com as taxas em torno de 7%, mais pessoas têm condições de conseguir financiar o imóvel”, diz Gonçalves.

Outros aspectos permeiam o setor. O cofundador da Melhortaxa, Rafael Sasso, explica que os efeitos da forte queda da Selic na concorrência entre os bancos também já são visíveis pela maior pressão por redução das taxas de crédito imobiliário. “Esse movimento deve continuar beneficiando quem busca financiamento para comprar um imóvel e também para quem já tem um contrato de crédito com taxa mais alta e agora pode negociar uma portabilidade”, afirma.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) ratificam o que diz Sasso, da Melhortaxa, e apontam que os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 7,13 bilhões em maio de 2020, crescimento de 6,5% em relação ao mês anterior, e de 8,2% quando comparado a maio de 2019.

O volume financiado em maio, segundo mês completo do isolamento social, foi praticamente igual ao de janeiro, período anterior à pandemia, indicando que até o momento a crise do novo coronavírus teve impacto reduzido sobre o crédito imobiliário com recursos do SBPE.

 

Repensando o modelo de moradia

Ficar meses em casa fez muita gente repensar a troca de apartamentos em São Paulo ou a compra de um com configurações específicas. E a era do home office certamente vai influenciar a formatação dos novos imóveis como mostramos em Praticidade e home office dão o tom nas tendências de arquitetura e decoração.

Arquitetos, urbanistas e designer terão que repensar e desenvolver modelos de imóveis focados no novo “jeito de morar”, discutindo as soluções para a atual e futura realidades.

Mesmo a geração chamada de “millenials”, jovens nascidos nos anos de 1980 e início da década de 1990 e que normalmente torciam o nariz quando o assunto era investir em um ativo real, como o imóvel, provavelmente irá refletir sobre essa questão.

 

Mercado mais digital e ágil

Pensar em comprar um apartamento studio ou outro imóvel de maneira totalmente digital há alguns anos, por exemplo, era algo pouco provável. Mas devido à pandemia os cartórios de registro de imóveis agilizaram alguns processos e a certificação digital para assinatura do registro do imóvel apresentou avanços durante esse período.

Segundo levantamento da Smartus, empresa do GRI Group que tem como meta trazer uma nova dimensão na prática de disseminação do conhecimento e da inovação no setor imobiliário, no final de maio pelo menos 9 estados do Brasil já permitiam um processo de compra 100% online, incluindo até o registro de imóveis no cartório.

Essa evolução visa reduzir de forma significativa o tempo da operação. Além de eliminar a necessidade de recebimento do contrato físico pelo cartório, o registro eletrônico pode trazer benefícios para as construtoras e clientes uma vez que não precisam realizar deslocamentos.

E além da facilidade do registro eletrônico, a liberação do financiamento imobiliário ficou mais ágil. “O próprio Banco Central passou a permitir que as instituições financeiras liberassem os recursos de financiamentos imobiliários antes de concluir o processo de alienação fiduciária em que o imóvel é registrado como garantia da operação. Coisa que só era possível antes com o contrato devidamente registrado”, pontua José Pereira Gonçalves.