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Financiamento imobiliário voltou a ser atrativo em 2019

Comprar um imóvel à venda por meio de financiamento nunca foi tão atrativo. Acompanhando a queda da taxa Selic, que começou 2019 em 6,5% ao ano, já bastante baixa para os padrões brasileiros, e está hoje em 4,5% ao ano – menor nível da história – os juros do crédito imobiliário registraram ao longo do ano uma redução substancial, atingindo patamares historicamente baixos.

“Se de 2015 a 2017 trabalhamos com juros de cerca de 12%, atualmente é possível obter financiamentos com taxas a partir de 6,5%”, explica a advogada Daniele Akamine, da consultoria Akamines Negócios Imobiliários.

Ela observa que, como o financiamento imobiliário funciona como uma espécie de instrumento de fidelização dos clientes junto aos bancos (na medida em que pressupõe uma relação de longo prazo entre o tomador e a instituição), a queda dos juros tende a se refletir mais rapidamente nesse tipo de crédito do que em outras linhas. 

Some-se a isso o fato de a Caixa, principal player desse mercado e balizador dos movimentos das outras instituições, já ter deixado claro que acompanhará qualquer movimento de redução dos juros pelo Banco Central e o que surge é um quadro de otimismo no mercado imobiliário como há muito não se via.

Outro indicador do bom momento do setor é o volume de crédito imobiliário concedido. Segundo dados da Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – esse valor chegou a R$ 7,59 bilhões em outubro, melhor resultado desde maio de 2015. Em termos de número de imóveis financiados, foram 29,7 mil no País todo, melhor resultado desde setembro de 2015.

Imovéis à venda: preços estáveis

Com os preços dos imóveis à venda residenciais praticamente estáveis, tendo variado apenas 0,02% no ano, em termos nacionais – como mostra o Índice Fipe Zap – e os juros em baixa, o momento pode ser oportuno para adquirir um imóvel, antecipando-se a uma possível alta dos valores em consequência de uma maior aceleração da economia como um todo e de um aquecimento do mercado imobiliário, em particular.

Akamine destaca que, para 2020, esse cenário positivo para a compra de casas e apartamentos à venda em SP deve continuar, já que a princípio, não há, no radar, questões que possam desviar o Banco Central da perspectiva de, no mínimo, manter os juros nos atuais patamares.

Para quem deseja comprar uma casa ou apartamento à venda em São Paulo por meio de financiamento bancário  a dica, segundo ela, é, antes de qualquer coisa, pesquisar junto aos bancos qual o valor máximo possível a ser financiado – considerando, evidentemente, a capacidade de pagamento – para, a partir daí, buscar um empreendimento que seja possível adquirir com base nesse montante.