Confira nossos imóveis disponíveis
| Tempo de leitura: 6 min

Consórcio de Imóvel: vantagens e riscos

Direto ao ponto

| Tempo de leitura: 6 min

Consórcio de Imóvel: vantagens e riscos

Alternativa à burocracia dos financiamentos bancários, o consórcio de imóvel representa 12,3% do financiamento habitacional no Brasil. Confira!

Se você não tem pressa em mudar de casa, não possui uma reserva financeira disponível ou não se enquadra nas exigências para contratar um financiamento, o consórcio de imóvel tem particularidades que valem a pena conhecer. Nesse levantamento reunimos tudo o que você precisa saber sobre o assunto para ter mais segurança e tranquilidade na tomada de decisão. Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), as contemplações em consórcio de imóveis hoje representam 12,3% do financiamento habitacional brasileiro.

financiamentos de imóveis

Ponto chave dessa modalidade, segundo diversos especialistas, está no fato de que seus participantes podem ser contemplados por sorteio, o que pode acabar se convertendo em um bônus ou ônus – caso você venha a ser um dos últimos a ser contemplado. No melhor dos cenários, você pode acabar pegando a chave do seu imóvel mais cedo do que espera e gastando menos. No pior, pode ser o último consorciado do grupo a ser contemplado. Também existe a possibilidade de um lance antecipado, que pode ser feito em qualquer período do contrato vigente.

Outro ponto de atenção: somente os consorciados com os pagamentos em dia estão aptos a participar do sorteio. O contemplado recebe a carta de crédito* no valor da cota adquirida, não importando o número de parcelas pagas, e já pode dar entrada no imóvel. Mesmo depois de sorteado, é importante saber, você deve continuar honrando com as mensalidades remanescentes.

E se o meu lance não for o vencedor? Não se preocupe, pois você não precisará desembolsar o valor ofertado e poderá utilizá-lo em um novo lance na próxima assembleia.

Consórcio de imóvel: Sem entrada ou juros, mas tem taxas

Uma vantagem a se considerar é que você não precisa dar uma entrada, pois aqui o valor do imóvel será parcelado integralmente. No caso da contratação de um crédito imobiliário, normalmente a entrada é de no mínimo 20% do valor do bem. E mais: o valor do financiamento a ser liberado é atrelado e limitado a sua renda mensal, sem falar na extensa documentação que é exigida.

Na modalidade de consórcio a burocracia é consideravelmente reduzida. Não costuma ser necessário uma comprovação de renda para entrar em um grupo e a carta de crédito pode ser usada com liberdade para o pagamento do imóvel da sua escolha. Se você já possui um imóvel financiado, dá inclusive para usar a carta de crédito para quitar a dívida.

Outra vantagem do consórcio é que por ser autofinanciado você não paga juros, mas uma taxa de administração – fique atento. Seu valor varia de acordo com a administradora, é diluído ao longo do pagamento das parcelas mensais e costuma ser inferior às praticadas pelo financiamento imobiliário, que estão perto dos 9% ao ano.

Contraponto: ainda no quesito custo-benefício, se o seu perfil é de poupador, vale colocar as opções na ponta do lápis porque o consórcio inclui, além da taxa de administração, seguro e fundo de reserva. Tais custos, somados, podem responder por até 20% do valor total das prestações.

Escolha o seu grupo

Tudo começa com a formação de grupos de interessados em adquirir um bem imóvel. Seus membros contribuem mensalmente com valores pré-estabelecidos (cotas).

Na administradora de consórcios você encontrará grupos com os mais variados prazos e planos de pagamento. Faça as contas e escolha o valor da cota da carta de crédito com a mensalidade mais adequada a sua renda, considerando o número de parcelas.

É possível escolher entre dois tipos de parcelamento: decrescente ou linear. Ou seja, você define se prefere pagamentos com valores que vão diminuindo ao longo do tempo, ou parcelas de mesmo valor até o final, porém, com reajustes anuais – que variam de acordo com os principais impostos cobrados.

Valores e segurança

O risco de uma valorização do mercado imobiliário superar a correção da carta de crédito não pode ser desprezado. Em resumo, ao final do pagamento das prestações o valor pago pode ser inferior ao do imóvel desejado. Se prepare para a possibilidade de desembolsar um pouco mais para fechar a compra do imóvel ou escolher um mais barato. Essa reserva extra, importante saber, também pode vir do FGTS.

A questão pode se tornar um problema, pois pode levar tempo para encontrar outro imóvel com as mesmas características na vizinhança do que era desejado inicialmente.

Em termos legais é possível dizer que o consórcio é um sistema bastante seguro presente no mercado brasileiro há quase seis décadas. Para completar, em 2008, a aprovação da Lei do Consórcio (11.795), resultou em ainda mais segurança jurídica e clareza ao sistema para proteger o consorciado.

Lances

Vale ressaltar que ao fazer o seu lance é possível escolher entre o lance livre (o mais popular), fixo, embutido ou 100% com recursos do FGTS. Na categoria livre sua oferta é limitada apenas pelo mínimo da carta de crédito. Quem oferecer o maior lance leva a carta.

No caso do uso de recursos do FGTS, tenha sempre em mente que seu saldo pode ser usado para o abatimento da mensalidade de consórcios em qualquer uma das três modalidades. Basta apresentar o extrato do seu FGTS e manifestar a intenção de utilizá-lo ao apresentar o seu lance.

Alerta: atenção aos consórcios de fachada

Embora seja considerado seguro, não se esqueça dos cuidados básicos para não cair em golpes. Fique alerta com os consórcios de fachada e anúncios que prometem carta de crédito contemplada – isso não exime o contemplado de continuar pagando as parcelas futuras do contrato.

Antes de assinar qualquer contrato investigue as credenciais da administradora. Para atuar nesse mercado é exigida uma autorização do Banco Central.

Conheça as alternativas de saída

Por último, se por alguma circunstância da vida (perda de emprego, doença, por exemplo) você se descapitalizou e não consegue mais arcar com as parcelas: o que fazer? Em primeiro lugar, é possível reduzi-la, mas tenha em mente que o valor da sua carta de crédito também cairá.

Outra opção é vender a cota para outra pessoa. É de responsabilidade do participante encontrar um interessado. Verifique esse detalhe antes de assinar o contrato. Normalmente é cobrada uma taxa pela cessão da carta de crédito.

Mas se a ideia é sair do consórcio sem vender a cota, verifique as condições para se obter uma carta de crédito com o valor já quitado. Lembre-se que serão deduzidas eventuais taxas previstas em contrato.

escrito por
Nicole Máximo
Formada em Comunicação, com mais de 5 anos de experiência em produção de conteúdo. Especialista no mercado imobiliário, é apaixonada por decoração, estilo de vida e tendências, compartilhando dicas para quem quer conhecer mais desse mercado.
Você pode gostar também
Sobre a SETIN