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Dicas para decorar
22 de Julho de 2020.

Pense nisso na hora de planejar um quarto de criança

Perenidade, praticidade, segurança e facilidade de limpeza. Esses são, em linhas gerais, os pressupostos principais para a elaboração de um projeto de quarto infantil, seja para casas ou apartamentos em São Paulo ou qualquer outro lugar. Na maioria dos casos, a ideia inicial é, antes de mais nada, pensar o espaço de maneira a garantir que a arquitetura e a decoração sejam estruturadas para acompanhar o desenvolvimento da criança dos primeiros meses de vida até por volta dos 10 anos.

“Há uma demanda por projetos atemporais, que não exijam grandes gastos conforme a criança cresce”, explica Márcia Batistelli, arquiteta do escritório Batistelli Arquitetura e Design.

Armários na medida

Isto posto, a primeira questão é pensar o projeto de modo a que o modelo dos móveis utilizados e sua distribuição no ambiente permitam poucas mudanças conforme a criança — ou as crianças — cresce. “Uma das primeiras coisas que ouvimos dos pais é que precisam de armário. Porém crianças perdem roupas e trocam de brinquedos de acordo com as fases de crescimento”, explica Márcia.

É possível, por exemplo, planejar, com o designer ou próprio marceneiro, armários e prateleiras modulares. Os armários usados como guarda-roupas (considerando a grande velocidade com que uma criança nova troca de roupas e vai exigindo novas peças, na medida em que cresce) podem dar lugar, depois, a escrivaninhas e espaços para brinquedos.

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Armários e prateleiras modulares podem ser substituídos com o passar do tempo, conforme a criança cresce

Trocadores de fraldas

As cômodas usadas como trocadores de fraldas nos dois primeiros anos (e imprescindíveis para evitar dores nas costas) também podem ser planejadas para serem mantidas no quarto uma vez que a fase do desfralde é superada. A estratégia, nesse caso, é adquirir o móvel em material resistente e em tons neutros, menos associado a recém-nascidos. “Um trocador que não tem ‘cara de bebê’ dura mais”, explica Eduardo Batistelli, também arquiteto e sócio do escritório.

Camas ou mesmo berços, também podem ser planejados pensando nas diversas etapas do crescimento do filho. Nesse sentido, uma boa pedida pode ser o berço “três em um”, que possui rodízios para facilitar o deslocamento e a limpeza e que acompanha o crescimento da criança, com regulagem de altura do colchão evitando que ela caia ao ficar em pé conforme cresce. Esse modelo permite que, a partir de um ano e meio, as grades sejam removidas, transformando-se em uma cama baixa, que pode ser usada por alguns anos.

Outra opção é pensar em uma cama-sofá, que possa, no início, fazer as vezes de poltrona de amamentação, assumindo, depois, a função efetiva de uma cama para eventuais visitas das avós e para a própria criança à medida que cresce, como na foto abaixo.

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A cama-sofá é uma opção bastante versátil

 

Um aspecto importante a observar é a questão da decoração dos quartos em apartamentos em SP, que deve, na medida do possível, ser neutra (sem temas de personagens muito infantis ou mais adolescentes pelos quais a criança pode, de uma hora para outra, perder o interesse), mas respeitando  a individualidade, fundamental para a formação da criança. Uma possibilidade, segundo Márcia, é adotar o tom neutro, mas com quadros dos personagens do momento, que possam ser substituídos de acordo com a fase da criança.

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Tons, quadros e motivos neutros também permitem acompanhar o crescimento da criança sem grandes mudanças

Menino e menina

Quando, no entanto, o espaço se destina a duas crianças de sexos e idades diferentes, o desafio do ponto de vista da decoração é maior, mas ainda assim, equacionável. Nestes casos, uma boa saída é personalizar o espaço de cada um. Cada um escolheu sua cor de preferência, marcando um pouco da individualidade. E, para garantir a durabilidade e a fácil manutenção, revestimento como a fórmica colorida e amadeirada sem boas escolhas.

Acomodados gostos e a questão da atemporalidade da configuração dos móveis e da decoração, é preciso atentar, por fim, para dois aspectos: segurança e facilidade de limpeza. No primeiro caso, as principais questões a levar em conta em um projeto são o piso (que deve ser vinílico e macio, especialmente nos primeiros anos) e fácil de ser removido depois que a criança cresce e os móveis, que, se possível, não devem ter quinas — que, por sua vez, oferecem um alto risco quando a criança dá seus primeiros passos.

 

Limpeza

Em relação à limpeza, a principal estratégia é adotar revestimentos que permitam a fácil remoção de tintas e rabiscos em geral — especialmente na fase “artista” da criança. Entre os materiais mais usados estão a já citada fórmica (nos revestimentos) e “tecidos de performance”. No projeto abaixo, por exemplo, foi utilizada uma linha da Quaker Tecidos, à prova de caneta, totalmente limpável com água e sabão neutro. “O branco num quarto de criança assusta à primeira vista, mas é totalmente limpável”, explica Márcia.

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Sofás e camas brancos podem ser utilizados, desde que possuam revestimentos à prova de rabiscos

 

Assim, com os cuidados necessários e um bom planejamento, é possível criar, para as crianças, um espaço lúdico e de aprendizado, sem criar gastos excessivos para os pais conforme os pequenos crescem.