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Tendências
10 de Novembro de 2020.

Isolamento social provoca mudanças na relação das pessoas com imóveis e acelera tendências nos projetos

A necessidade de isolamento social, um imperativo ao longo de quase todo o ano de 2020, deverá mudar, por muito tempo, a relação das pessoas com os imóveis e, de forma mais ampla, transformar o conceito de “lar”. Tendências que já se manifestavam de forma tímida  antes da pandemia, como a valorização dos espaços de home office, ganharam impulso e devem passar a ter maior peso na escolha do consumidor e, consequentemente, na estratégia das incorporadoras na hora de planejar o lançamento de novos empreendimentos.

A pesquisa O futuro do mercado imobiliário após a pandemia, divulgada pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), reforça a ideia de que “a pandemia pode acelerar tendências que vinham ocorrendo”. As principais tendências, segundo a pesquisa, seriam as seguintes:

  •   Home office: com cada vez mais empresas aderindo à prática, ganham importância os espaços de trabalho, dentro dos apartamentos em SP e nas áreas comuns.
  •    Sustentabilidade como forma de economia: a adoção de sistemas ligados, por exemplo, ao uso racional da água e adoção da energia solar ganha força.
  •   Valorização das varandas: para além da já consagrada “varanda gourmet”, presente na maioria dos lançamentos, o espaço passa a ser mais usado, valorizado e a ganhar novas funções.
  •   Conexão e Internet das Coisas (IoT): o fato de as pessoas ficarem mais tempo no imóvel reforça a importância de uma boa conexão e de um uso mais inteligente da Internet.
  • Valorização da portaria como “terminal de logística integrada do condomínio”: a pandemia acelerou a demanda por entregas de todos os tipos, de serviços de alimentação por delivery a sites de e-commerce. Nesse contexto, a estrutura de condomínio para recepção e retirada de entregas ganha importância.
  • Maior demanda por pet places: a valorização da convivência com animais nos últimos anos tem feito os clientes buscarem, cada vez mais, empreendimentos com áreas para cuidados com pets. Esse movimento se intensificou com o isolamento social. 
  • Valorização da casa como espaço de fruição: “nunca se viveu tanto a casa quanto na pandemia”, afirma o documento da Abrainc. Esse novo tipo de relação com o imóvel implica, além de outras questões já mencionadas aqui, a valorização, por exemplo, da existência de espaços que recebam incidência de luz solar, de cantos verdes e de soluções de paisagismo, mesmo nos imóveis menores, como os apartamentos studio.

“Há um fly to quality (voo para a qualidade) em sentido amplo”, conclui o documento da Abrainc.

Nesse sentido, o diretor de Imóveis da OLX, Marcelo Dadian, observa que, ao longo da pandemia, esse fenômeno de valorização do espaço doméstico ficou claro, por exemplo, na forma de um aumento das buscas, no site, por itens como eletrodomésticos e móveis. “As pessoas estão mais interessadas em valorizar a própria casa, a pensar mais sobre o lugar em que vivem. Passaram a olhar para situações simples, como aprender a cozinhar. E, por conta disso, a buscar espaços mais amplos, a valorizar o home office e áreas de lazer melhores, por exemplo”.

Na Setin, esse movimento também é percebido. “A relação das pessoas com a casa mudou. A pessoa precisa de um bom home office, de uma varanda mais ampla e de um espaço melhor para os filhos”, observa Antonio Setin, presidente da incorporadora.

“Afinal, em uma situação como a do coronavírus é no imóvel que você vai se recolher, se proteger dos problemas que estão lá fora”, conclui.